segunda-feira, 13 de junho de 2011

A democracia, a reforma política e os carrapatos em cachorro peludo e molhado

Por Luiz Carlos Nogueira

nogueirablog@gmail.com

Uma ocasião em que estávamos reunidos para eleger a nova diretoria de uma entidade, ouvi um dos membros muito influente naquele meio, dizer que: “democracia demais atrapalha”. Isto porque estava ocorrendo discussões no sentido de que deveria haver chapa única, porque alguns achavam que as rusgas entre os candidatos poderiam provocar um racha prejudicial a harmonia do grupo.

Aquela afirmativa não me soou bem naquele momento, porque venho de uma linhagem familiar de democratas. Por conseguinte, aquela frase nunca mais me saiu da memória, e todas as vezes que ocorrem embates próprios dos regimes democráticos, mas de resoluções dificultosas, eu me lembro dela. Naquela época eu não conseguia concordar com o que me parecia uma posição de certa forma, de tendência ditatorial.

Apesar de eu ter consciência de que o regime democrático tem muitas imperfeições, ainda assim penso que é melhor do que outros regimes. Não se trata de uma visão ingênua, por pensar que a democracia deva se espalhar pelo mundo, todavia é justamente essa expansão que pode corrompê-la, para poder superar os constantes obstáculos que precisam ser superados sem alterar-lhe as bases ou a sua natureza. No Brasil, depois da abertura política no Brasil, atendendo aos anseios do povo (na verdade era mais dos políticos) pela pregação da “democracia ampla, geral e irrestrita”, essa forma política de governo começou a esbarrar com conflitos de toda natureza, obrigando aos políticos e seus partidos a estabelecerem conchavos dos quais acabaram tornando reféns.

Atualmente somos surpreendidos com estratégias da malandragem, consentidas pelos atos secretos e pela reunião de interesses subalternos. Carl Schimitt (in Verfassungslehre, Duncker & Humblot, München-Leipzig, 1928. – Tradução feita pelo Google) disse: “[...] Um parlamento tem um caráter representativo apenas enquanto se acredita que sua atividade própria seja pública. Sessões secretas, acordos e decisões secretas de qualquer comitê podem ser muito significativos e importantes, mas não podem jamais ter um caráter representativo (p.128).” “Representar significa tornar visível e tornar presente um ser invisível mediante um ser publicamente presente. A dialética do conceito repousa no fato de que o invisível é pressuposto como ausente e ao mesmo tempo tornado presente (p.209).”

No entanto, por mais que se queiram contestar, no Brasil existe um acentuado ranço e tendência de se cultuar as antigas e superadas doutrinas do totalitarismo comunista. Tantos são os entraves que tem repercutido na fluência da democracia, pois as questões que se impõem para serem resolvidas, tem nascido das vontades que pretendem romper com os costumes, estabelecendo situações tumultuárias de toda ordem.

Estaríamos assim, sujeitos à falência e ao fim da democracia? Ou estamos caminhando para a falta de ordem, segurança pública, saúde, educação, responsabilidade no trato das coisas públicas, segurança constitucional e jurídica. O Estado já não consegue conter a corrupção política, a onda de assaltos e tráfico de entorpecente por falta de dar combate sistemático e sistêmico a esse tipo de coisa.

A anunciada reforma política não passa de fantasia. A maioria dos políticos não tem interesse nessa reforma. Os políticos mau-caráter são como “carrapatos em cachorro peludo e molhado”, pois é difícil de arrancá-los porque quando pressentem a chuva, agarram-se mais ainda na pele do animal. E por trás desses políticos existe um poder invisível que degenera a democracia, porque ainda pretendem adaptar princípios abstratos a uma realidade diferente. O gosto pela corrupção e a reincidência nos crimes são indícios da impunidade.

Assim como o cachorro é o hospedeiro do carrapato, se o seu dono não retira esses chupadores de sangue do animal, este acabará contraindo doenças e morrendo. Nem por isso vamos sair matando esses animais que são úteis.

Assim desse jeito, sendo uma democracia permissiva, praticada sem responsabilidade, o fulano que havia me dito que “democracia demais atrapalha”, acaba tendo razão. O problema é que se confunde democracia com liberdade total, desenfreada, que fere a ordem social e os bons costumes, transformando valores em antivalores, rompendo, inclusive, com a ética.

É aí que a promessa da reforma não cumprida, torna ausente a educação para o exercício da cidadania, sem a qual o eleitor não tem o necessário discernimento para escolher seus representantes, dentre os candidatos mais esclarecidos, e também mais sábios e mais honestos.

sábado, 4 de junho de 2011

REFORMA POLÍTICA, Sugestões focadas no bem comum

Matéria enviada pelo autor, por e.mail

REFORMA POLÍTICA, sugestões focadas no bem comum

Mario Amaral Rodrigues

Inicialmente, considero que uma REFORMA POLÍTICA se impõe pela LEI MÁXIMA, a CONSTITUIÇÃO. O BRASIL tem sua CARTA MAGNA já muito EMENDADA. PROPOSTAS DE EMENDA CONSTITUCIONAL (PECs), são tantas que tendem a compor autêntica CONSTITUIÇÃO PARALELA. Organizar uma CARTA com os então detentores de MANDATO, foi medida oportuna, e até sábia, para aquele momento, mas nos permite admitir que interesses imediatos foram priorizados. Impõe-se uma CONSTITUINTE.

Elenco, a seguir, itens a serem considerados na REFORMA POLÍTICA, pelo CONGRESSO, enquanto a CONSTITUINTE não vem.

1 – O mais importante, básico, permanente e de maior DIVIDENDO, dentre TODOS, sem dúvida, é a REESTRUTURAÇÃO DO SISTEMA ESCOLAR , que inclua: AMPLA OPORTUNIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL, em horário integral, com limite máximo de alunos por turma (10), permitida a oferta pela iniciativa privada. OBRIGATORIEDADE (dos SETE aos QUATORZE anos de idade) e de EXCLUSIVIDADE DO SISTEMA PÚBLICO (Municipal, Estadual e Federal) no ENSINO FUNDAMENTAL, com limite máximo de idade para cada série, com sistema não seriado, paralelo, destinado ao estudante que ultrapassar a idade máxima da série, a fim de ele recupere a condição para enquadramento no seriado, ou se destine a sistema de ensino especial (EJA). Limite máximo de alunos por turma (20). AMPLA OPORTUNIDADE EM ENSINO TÉCNICO NO NÍVEL MÉDIO, em especial pelo chamado SISTEMAS (SENAI –SENAC – SESI – SESC) e ESCOLAS TÉCNICAS, permitindo a participação da iniciativa privada, em geral (Não se melhora NADA. Não reforma NADA, sem uma REVOLUCIONÁRIA reestruturação da EDUCAÇÃO FORMAL);

2 – MAIORIDADE ao dezesseis anos (já passou da hora);

3 – RETENÇÃO, IMEDIATA, PELO MUNCÍPIO do que lhe cabe na arrecadação.(O PASSEIO do dinheiro tem alto custo e sacrifício de tempo);

4– CONTROLE ABSOLUTO das FRONTEIRAS, dotando-as de PONTOS (sedes da GUARDA NACIONAL) em que elas podem ser transpostas (investimento do mais alto rendimento, inclusive contra a criminalidade);

5 - REFORMA ELEITORAL, com instituição de:

5.1- VOTO VOLUNTÁRIO (voto é um DIREITO, tanto é verdade que o CONDENADO o tem, dentre outros direitos, suspenso);

5.2- VOTO DISTRITAL MISTO (É plataforma do PSDB. Não se entende a TIMIDEZ em defendê-lo);

5.3 - NÚMERO DE CANDIDATOS DO PARTIDO, OU COLIGAÇÃO, no máximo, igual ao número de VAGAS, para qualquer dos cargos eletivos (Assim, se tem seleção de candidato, e a coligação ou se faz sólida, ou inexiste);

5.4–COLIGAÇÃO, em nível NACIONAL. A coligação é entendida como união entre agremiações partidárias de plataforma e ideologia afins, as quais são as mesmas, em qualquer ponto do TERRITÓRIO NACIONAL;

5.5- FIDELIDADE PARTIDÁRIA. Mandato pertence o partido, é exercido em função da PLATAFORMA PARTIDÁRIA;

5.6- FINANCIAMENTO DE CAMPANHA EXCLUSIVAMENTE PÚBLICO. Verba pública específica, disponibilizada, sob critério estabelecido em LEI, a que se pode adicionar DOAÇÕES, na dependência de benefício fiscal. É CAPITAL COMUM, DEMOCRATIZA O PROCESSO ELEITORAL que, por sua vez, é SUPORTE DA DEMOCRACIA.



Professor Mário, faço meu comentário aqui mesmo:



É verdade, neste País ainda existem pessoas com boas intenções, que sonham com práticas limpas e honestas. Uma dessas é meu estimado amigo Mário Amaral Rodrigues — professor. Só podia ser.


Sempre os professores, que apesar de não serem valorizados como deviam, também sonham com um Brasil melhor. Incentivam a prática de tudo o que é bom e salutar. Procuram ensinar a decência, o patriotismo, etc, etc, etc.


Por isso, presto minhas homenagens a todos os professores.


Mas me desculpe Mário, lamento dizer que não acredito nesse tal de “FINANCIAMENTO DE CAMPANHA EXCLUSIVAMENTE PÚBLICO”. Explico: os “delinquentes cinco estrelas” (como já os denominou o Augusto Nunes da Revista Veja), vão usar o dinheiro público que na verdade é o nosso sangue transformado em impostos e, ainda vão continuar do mesmo jeito, recebendo contribuição financeira das pessoas físicas ou das empresas interessadas na eleição. Quem ainda acredita que não vai existir caixa 2 ou, até decerto caixa 10? O pessoal do mensalão está aí solto e rindo do povo. Quem vai puni-los por suas delinquencias? Só o diabo pode fazer isso, porque Deus é indulgente e amoroso. E depois não podemos nos esquecer que a impunidade é um convite para que os delinquentes voltem a praticar seus crimes.


Quanto à COLIGAÇÃO PARTIDÁRIA, entre agremiações partidárias de plataforma e ideologia afins, aqui no Brasil isso não pega para as nossas figuras folclóricas. Nas festas da maioria dos bichos tudo vira uma mistura danada — acontecem: “ficadas”, namoros, até casamentos de Lobisomens com mulas-sem-cabeça, saci pererê com centopeia, mãe d’água com fada, curupira com o pé de garrafa. Que ideologia?


Poderologia, dinheirologia, interessologia, safadeza grossa ou outras coisas do gênero. Isso sim a maioria deles adota.


Quanto às demais sugestões até poderão ser viáveis, mas quem vai realizar tal reforma? Os políticos viciados e corruptos que estão exercendo seus mandatos? Lembre-se eles são a maioria.


Abraços- Luiz Carlos Nogueira

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A sombra de Dilma sobre Palocci


Genial a imagem que o repórter fotográfico Gustavo Miranda, da agência O Globo, fez do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, durante o lançamento do Brasil Sem Miséria, na quinta-feira, em Brasília. Miranda conseguiu capturar o exato momento em que a sombra da presidente Dilma Rousseff – discursando com o dedo em riste – estava direcionada ao ministro. Palocci, cujo patrimônio cresceu 20 vezes entre 2006 e 2010, está cada vez mais pressionado a falar publicamente, o que pode fazer ainda nesta sexta-feira.


A imagem é a principal da capa do jornal O Globo, sob a manchete “Já sem apoio do PT, Palocci promete explicação pública”. No texto, o jornal destaca que o Planalto interveio e sugeriu que o PT não manifestasse apoio ao ministro.


Dirigentes chegaram a anunciar que o PT divulgaria resolução deixando claro que a crise que envolve Palocci é uma questão do governo, e não do partido. Mas o Palácio do Planalto interveio, evitando o documento.

Fonte: Colunas.Época.Globo.Com – O Filtro – Clique aqui para conferir

terça-feira, 31 de maio de 2011

Censura em texto de João Bosco Leal

31 de maio de 2011

João Bosco Leal

Em nenhum de meus textos nunca pretendi agredir ou sequer ofender pessoalmente ou moralmente qualquer pessoa.


Sempre que me dirigi a pessoas que ocupam cargos públicos, foi no sentido de cobrar destes o que é seu dever, legal, constitucional, de defender os interesses dos cidadãos e os bens públicos.


Por esse motivo, estranhei ao ser informado que um texto publicado em meu blog estava em branco e não podia ser lido.


Ao verificar, realmente constatei que o texto “Carta aberta ao Prefeito Municipal de Campo Grande, MS, Nelson Trad Filho“, estava em branco no blog, havia sido excluído.


Claro que isso não ocorreu por acaso, até por ter sido o único entre centenas de textos que foi apagado, e isso haver ocorrido após já haver sido republicado por quinze jornais, sites e blogs de diversos locais do país, como pode ser constatado no rodapé do próprio texto, onde estão descritos e com links para suas republicações.


Como não posso crer que quem conseguiu a façanha tenha sido alguém com um mínimo de bom senso, de consciência política ou de democracia, republiquei o texto no mesmo local, com o mesmo endereço, e estou reenviando o mesmo para toda a imprensa e mídias sociais, para que os que ainda não tivessem tomado conhecimento do mesmo, tomem agora.


O endereço eletrônico do texto surrupiado do blog e já republicado é:

http://www.joaoboscoleal.com.br/2011/05/09/carta-aberta-ao-prefeito-municipal-de-campo-grande-ms-nelson-trad-filho/


Ah!, em tempo. Este blog possui backups em três equipamentos e locais diferentes, o que facilita a republicação de tudo o que pretenderem censurar.


Clique aqui para conferir esta matéria enviada pelo autor, em seu site.