domingo, 19 de maio de 2013

A INVEJA E A DEMOCRACIA - Por HUMBERTO PINHO DA SILVA



  






Bertrand Russel, in “ A Conquista da Felicidade”, diz que Madame Roland, “ que é apresentada frequentemente como uma nobre mulher inspirada pela devoção ao povo”, tornou-se assim, porque certa vez, ao visitar um castelo aristocrático, fizeram-na entrar pela porta de serviço e não pela principal.

Para Bertrand Russel, Madame Roland, desde então, abraçou a democracia.

Nasceu, portanto, a democracia - segundo o filosofo e alguns psicólogos, - da inveja.

Não se assevera que todo o democrata é invejoso, ainda que se concorde que a raiz provem desse mal.

Estou convencidíssimo que certos republicanos, são-no, apenas porque não nasceram no seio da alta nobreza, nem foram aceites no seu meio.

Recordo, que Camilo, homem do povo, apreciadíssimo no meio literário, ao receber o título de Visconde, mandou imprimir no cartão-de-visita a coroa, seguindo: Visconde Correia Botelho. Vi exemplar, quando era menino e moço, no Museu Abade de Baçal, em Bragança.

E não escasseiam intelectuais e pseudointelectuais, que dobram letras para pensarmos que são de origem fidalga ou estrangeira. É pecado que enferma muita boa gente.

Não se duvida que a democracia é o melhor sistema, ainda que se reconheça que Jean Jaques Rousseau tinha razão, ao afirmar: “ que governo tão perfeito não convêm a homens, mas a deuses.”

Enferma a democracia de inveja, Guy Bedos, gracejando, considera-a: Uma espécie de ditadura da maioria.

A política encontra-se eivada de invejosos. As fações são, em regra, constituídas por ambiciosos, muitos sem escrúpulos; por isso costuma-se dizer: Que na política não há amigos.

Mas também não os há noutras atividades.

Voltaire, em carta a Mademoiselle Quinault, lamenta-se: “ Que ganhei eu em vinte anos de trabalho? Nada, a não ser inimigos. Tal é o preço que, quase sempre, deve esperar-se da cultura das letras: muito desprezo, quando não se triunfa; muito ódio, quando se triunfa”.

Na política passa-se precisamente o mesmo, o que não admira, se recordarmos o velho adágio: “ Quem é o teu inimigo? É o oficial do teu oficio”.

Raro é o político, mesmo da mesma ideologia, louvar outro. A ambição leva-os a criticar sempre o que se encontra em lugar que cobiçam, mesmo quando, em consciência, reconhecem que elaboram em erro.

É devido à inveja e à cobiça que a democracia, sendo, a melhor forma de governo, é, muitas vezes, condenada, já que permite: o forte e poderoso dominar o fraco e indefeso; e criminoso rico, sair ileso, e o inocente pobre condenado.

Mas o defeito não se encontra na democracia, mas nos homens.




HUMBERTO PINHO DA SILVA   -   Porto, Portugal



Matéria enviada pelo autor, por e.mail, para ser publicada – Confira-a no Blog Luso-Brasileiro “PAZ”, clicando aqui.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Arapongas não precisam se preocupar com bispos da CNBB - Por Marcelo Delfino


Resposta para Escrevinhador:


O prezado marcosomag não sabe da missa a metade. Os arapongas do Governo Federal não precisam se preocupar com os bispos da CNBB quanto ao posicionamento deles diante da posição dos bispos venezuelanos. Por um motivo muito simples: a maioria absoluta dos bispos brasileiros são historicamente comprometidos com os atuais governantes brasileiros. O PT não é órfão. Tem pai e mãe. O pai do PT é oSindicato dos Metalúrgicos do ABC e a mãe é a CNBB, com sua Comissão Pastoral da Terra, comissão disso, conselho daquilo, bem ao gosto do assembleismo do PT. Se Francisco pretende mesmo fazer na América Latina o que João Paulo II fez no Leste Europeu, não conte com seus subordinados da CNBB, quase todos historicamente comprometidos com a esquerda, a não ser por raras exceções, como o falecidocardeal Dom Eugenio Sales.
Marcelo Delfino às 0 




sexta-feira, 29 de março de 2013

POLÍTICOS NÃO QUEREM SER INVESTIGADOS -Por Ucho Haddad


POR O SANTO OFÍCIO | 7 MARÇO, 2013



Por Ucho Haddad

O Brasil avança cada vez mais em sua caminhada retrógrada rumo à ditadura. E esse movimento vem acontecendo sem que a sociedade reaja na mesma proporção. Ignorando a vontade popular, os políticos têm se especializado em propostas que atentam contra o Estado Democrático de Direito.

Tramita no Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional que retira do Ministério Público o direito de investigar. Essa prerrogativa está na Constituição Federal de 1988, que em seu artigo 127 criou uma instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

Em um país onde a corrupção é o maior dos cânceres e sua extirpação causaria a imediata paralisia do Estado, o Ministério Público se faz necessário, desde que nas investigações que conduz à produção de provas seja imparcial e sem a omissão de fatos que eventualmente beneficiem os investigados. Entre manter essa imparcialidade e acabar com o poder de investigação do MP há uma grande diferença. Essa tentativa de alterar a Constituição Federal decorre do desejo da classe política, que em sua maioria prefere não ter a vida vasculhada em caso de transgressões.

A ideia em questão aterrissou em São Paulo e ganhou força e contorno de exceção. Os deputados estaduais levaram a cabo na Assembleia Legislativa uma proposta que impede que o Ministério Público investigue os políticos. O que não passa de aberração do pensamento. A legislação vigente não faz qualquer distinção ente os cidadãos, mesmo que alguns insistam em ser mais iguais que os outros.

A situação tornou-se mais preocupante com a proposta que está sendo analisada pela Procuradoria da Câmara dos Deputados. O órgão jurídico da Casa poderá, dependendo da decisão, controlar a rede mundial de computadores para tirar do ar vídeos e comentários que desagradam aos parlamentares. O objetivo dessa proposta é retirar da internet textos e vídeos cujos conteúdos sejam considerados ofensivos ou caluniosos aos deputados.

Se a Procuradoria da Câmara é um órgão jurídico, como assim o define a própria Casa legislativa, seus integrantes devem saber que é livre a manifestação do pensamento, desde que vedado o anonimato, segundo a Constituição Federal. Para casos em que fica caracterizada a ofensa ou a calúnia há leis específicas que tratam do assunto, com previsão de punição aos que transgrediram.

Querer criar um universo legal paralelo é ressuscitar a censura e ajudar o Brasil a abraçar o despotismo. Se os deputados nada têm a esconder, seus críticos que se cuidem. Do contrário, existindo provas que embasem a acusação, que os culpados vistam a carapuça, sempre lembrando que qualquer ofensa é descabida e ceifa a eventual razão do acusador.


Fonte: O Santo Ofício – clique neste link para 
conferir esta matéria acessada dia 29/03/2013: 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

FORA LOBISOMEM! VÁ DAR PALPITE NA CASA DAS BRUXAS!

ESSE GRINGO SÓ PODE SER UM IDIOTA METIDO A BESTA. É BOM QUE ELE SAIBA QUE AINDA TEM BRASILEIROS DE BRIO.VÁ PARA INFERNO LOBISOMEM!!!




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Parlamentares podem ser proibidos de aceitar cargos no Poder Executivo



25/01/2013 11h18

A proposta foi apresentada pelo senador Pedro Taques (PDT-MT)
Foto: Agência Senado

Aguarda designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 21/2011) que modifica as regras relacionadas à nomeação de integrantes do Poder Legislativo para o Executivo. A proposta foi apresentada pelo senador Pedro Taques (PDT-MT).
 
Segundo a proposta os integrantes do Poder Legislativo estariam proibidos de ocuparem cargos de livre nomeação no Poder Executivo, como os de ministro de Estado e secretário estadual ou municipal.
 
 
Assim, a proposta altera o artigo 54 da Constituição para incluir entre as vedações impostas a deputados e senadores a proibição de ocupar os cargos de: ministro de Estado; governador de território; secretário de Estado, do Distrito Federal, de território ou de prefeitura de capital; e de chefe de missão diplomática temporária.
 
Hoje os parlamentares podem ser nomeados aos referidos cargos ficando licenciados de suas funções no Legislativo, sendo substituídos por suplentes, o que não ocorreria com a mudança na lei, já que aceitando a nomeação, teriam de renunciar ao mandato. 
 
O exemplo atual, ao final do mandato da presidente Dilma ou se deixarem seus cargos, os ministros Garibaldi Alves Filho (Previdência), Edison Lobão (Minas e Energia), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Marcelo Crivella (Aquicultura e Pesca) e Marta Suplicy (Cultura) podem retornar ao Senado.
 
Justificativa – Taques afirma ao justificar a PEC, mesmo sendo permitida pela Constituição, a prática da licença vem ocasionando "abusos e práticas não condizentes com a moralidade que deve reger a edificação das instituições públicas", e lembra que a CF adota a teoria da separação dos Poderes da República, com a fiscalização dos atos do Executivo pelo Legislativo.
 
"De forma indireta, esse dispositivo acaba por agravar a falta de ética já tão manifesta em nossos dias e tão repudiada pela coletividade, que clama por maior lisura por parte dos nossos mandatários e representantes", salienta o parlamentar.
 
O senador critica ainda o fato de as vagas dos parlamentares acabarem ocupadas por suplentes, afirmando que "muitos desses substitutos, desconhecidos do eleitorado, acabam assumindo o mandato por toda a legislatura, enquanto os titulares assumem os cargos executivos, nem sempre bem intencionados ou vocacionados para a missão".
 
Clique aqui e veja a íntegra da proposta.
 
Fato Notório

A reprodução de notícias e entrevistas publicadas no site Fato Notório são permitidas desde que seja informado o endereço www.fatonotorio.com.br e o crédito ao Fato Notório.

Fonte: Jornal Digital “Fato Notório”, clique neste link para conferir:


Página acessada dia 01-02-2013