sexta-feira, 15 de abril de 2011

Os políticos brasileiros, os holofotes e seus interesses

Por João Bosco Leal

artigos@joaoboscoleal.com.br

Assistindo um telejornal pela manhã onde o principal assunto era o massacre de crianças ocorrido em uma escola do Rio de Janeiro, me chamou a atenção o quanto o mesmo é desvirtuado quando os microfones e holofotes são dirigidos a políticos, o que me fez pensar sobre o que os move, além dos interesses próprios.


No calor dos acontecimentos, ministros, governadores, senadores e deputados, falam sobre o assunto como se a única saída para que tais fatos deixem de ocorrer no país seja a proibição da comercialização de armas no país e que, portanto, nada melhor do que a realização de um novo plebiscito sobre o tema, como o ocorrido em 2005.


Ao ouvir aquilo pensei estar ouvindo uma piada, mas logo o Ministro da Justiça alegou que o tema realmente precisa ser rediscutido pois no país fatos como aquele não poderiam mais ocorrer, e, questionado, o Presidente do Senado José Sarney disse que um novo plebiscito se justifica pelo fato de que “o Brasil de hoje não é o mesmo de alguns anos atrás”.


O jornalista Alexandre Garcia comentou que as coisas realmente mudam, tanto que em 1984 o próprio Sarney comparecia às reuniões do Congresso com um revolver no bolso, e que precisávamos mesmo era cuidar do cérebro desequilibrado das pessoas, pois o Brasil possui uma legislação extremamente rígida para o comércio de armas, o porte legal é raríssimo e, mesmo assim, ocorreram mais de 50.000 crimes com armas de fogo, enquanto nos Estados Unidos, onde a comercialização é totalmente liberada para os maiores de idade, e possui uma população de 300 milhões de habitantes, no mesmo período ocorreram menos de 15.000 crimes.


Discordo de Alexandre pois entendo que o cérebro desequilibrado deve ser o de nossos congressistas, ao sequer cogitar um novo plebiscito. A população brasileira já respondeu a isso com 64% votando para a NÃO proibição. E essa mesma população teria que arcar com um novo plebiscito, apenas 6 anos depois de sua realização, com todos os custos envolvidos para a nação, desde as campanhas publicitárias nos meios de comunicação, a instalação de urnas em todo o país, e a locomoção de todos os brasileiros até os locais de votação.


Uma movimentação de tamanha envergadura, que interrompe o período de produção ou de laser daquele que vai votar, impedindo assim a consequente geração de riquezas para o país, e a melhor qualidade de vida de seus cidadãos, além de seu enormes custos, só se justificaria em um assunto de importância extrema que não tivesse sido recentemente discutido.


Assuntos tão importantes como a lei que ficou conhecida como Ficha Limpa, só foi implantada por esses mesmos congressistas a pedido de milhões de brasileiros que assinaram a solicitação, e mesmo assim tiveram que continuar pressionando bastante, para que a mesma fosse votada e aprovada, o que de nada adiantou pois as artimanhas jurídicas criadas pelos mesmos congressistas, provavelmente já mal intencionados, não permitiram que a mesma surtisse o efeito desejado, e todos os Fichas Sujas eleitos foram empossados.

Como também fartamente demonstrado e documentado pela imprensa nos último dias, o Brasil não possui legislação específica contra o terrorismo, e uma política mais dura contra o tráfico ilegal de armas, essas sim as responsáveis por 90% dos crimes ocorridos com armas de fogo no país, o que provoca reações de outros países, como a não aceitação do Brasil como membro do Conselho e Segurança da ONU.


O Brasil precisa de políticos não corruptos, que não se aproveitem dos holofotes jogados sobre os dramas das famílias atingidas para propor mais ações que só acobertarão a realidade, pois os atuais perceberam que o país está mudando, e mudam constantemente a legislação, de modo a continuar atendendo exclusivamente aos próprios interesses, escusos, e continuarem impunes.

Matéria enviada pelo autor, por e.mail – Clique aqui para conferir



terça-feira, 12 de abril de 2011

Pleno da OAB aprova fim da reeleição e financiamento público de campanha

Caso o Parlamento mantenha a reeleição, a OAB sugere a desincompatibilização do cargo por seis meses.
(Foto: Eugenio Novaes)





Brasília, 11/04/2011 - O Pleno do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil aprovou em sessão ordinária hoje (12) o fim da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. A proposta será encaminhada ao Congresso Nacional como posição da OAB Nacional em relação ao tema, dentro das discussões sobre a reforma política que estão sendo desenvolvidas nas duas Casas do Poder Legislativo. A sessão foi conduzida pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante. Caso o Parlamento se decida pela manutenção do instituto da reeleição, a entidade sugere aprovação da desincompatibilização do cargo, por seis meses antes das eleições, para o candidato beneficiado - para contrabalançar o poder do detentor do cargo que, ao permanecer nele, hoje concorre em franca vantagem com o oponente.


O Conselho Federal da OAB aprovou também, como proposta a ser incluída entre os projetos da reforma política, o financiamento público de campanha como forma de moralização e maior transparência das campanhas políticas. Conforme a proposta aprovada, a entidade só admitirá como adendo ao financiamento público as contribuições de pessoas físicas, proibindo-se o financiamento por parte de empresas ou pessoas jurídicas. A entidade deverá propor, no caso do financiamento individual a candidatos, um limite para essa participação por pessoa física.


O plenário da OAB nacional aprovou, ainda, a adoção do sistema eleitoral de listas pré-ordenadas em substituição ao sistema proporcional vigente no País desde 1930. Pelo sistema de listas pré-ordenadas ou fechadas - explicou o relator das matérias, conselheiro federal Claudio Pereira de Souza, do Rio de Janeiro - poderá ser implantado o voto distrital misto (metade dos parlamentares eleitos por listas e metade por distritos criados nos Estados), o que dará maior transparência. O relator apresentou suas conclusões - aprovadas por ampla maioria do Pleno - a partir das conclusões do seminário promovido em novembro último pelo Conselho Federal da OAB, em comemoração aos 80 anos da entidade, intitulado "Reforma Política: um projeto para o Brasil). Segundo ele, o centro das propostas da OAB ao projeto da reforma política "é a democratização do sistema político-eleitoral brasileiro".

Fonte: Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – clique aqui para conferir

terça-feira, 5 de abril de 2011

ENTREVISTA COM DONA BARATINHA 3 - Por Edson Paulucci

De Edson Paulucci edson.paulucci@gmail.com

Para lcarlosnogueira@gmail.com

Data 4 de abril de 2011 22:05

Assunto AUTORIZAÇÃO DE PUBLICAÇÃO

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assinado por gmail.com

ocultar detalhes 22:05 (11 horas atrás)

O TEXTO ABAIXO PODE SER PUBLICADO EM SEU BLOG

-Dona Baratinha!!!!! Quanto tempo!!!

-Tudo bem com a senhora?

-Claro,né, estou sempre viva!

-E o seu Barato, como vai?

-O maior....

-Então me diga, que tal essa estória do mensalão? A senhora acha que vai dar pano pra manga ou vai ficar do jeito que está?

-Mensalão? O que é isto?

-Ora, dona Baratinha, aquela estória do Zé Dirceu, do Jefferson...do Delúbio...

-Ah! sei, aquela que o Lula tirou o dele da reta?

-É!

-Não acho nada! Não vi nada! Não escutei nada! Não falei nada!

-Dona Baratinha...até a senhora?

-Quê qui foi? Tá me estranhando?

-Não...não...desculpe...

-Eu sou um inseto, não sou um verme.....

E Dona Baratinha continuou sua lida no esgoto....


*** Indicação de Leitura ***

Nome do seu amigo: EDSON PAULUCCI

E-mail: edson.paulucci@gmail.com

EDSON PAULUCCI visitou o Recanto das Letras e recomenda a leitura do seguinte texto:

Título: "ENTREVISTA COM DONA BARATINHA 3"

Autor: EDSON PAULUCCI

Visite:

http://recantodasletras.uol.com.br/visualizar.php?idt=2889884

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Os verdadeiros culpados - Por João Bosco Leal

João Bosco Leal

artigos@joaoboscoleal.com.br


Soube pela imprensa do que eu gostaria muito que fosse uma piada de mal gosto, mas não é, e na última semana do mês de Agosto prescreverá o crime de formação de quadrilha no processo, em andamento no Supremo Tribunal Federal, do chamado "Mensalão do PT".

Com isso, 22 dos 38 acusados estarão livres dessa acusação. Diz a matéria de um dos jornais de maior circulação no país, que pelo cronograma informal do relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, o processo só estaria pronto para ser colocado em pauta no segundo semestre de 2012, mas, em decorrência do período eleitoral, o julgamento ficaria para 2013.

Segundo o jornal, nos últimos meses diversas articulações vêm ocorrendo para contribuir com o esvaziamento do processo, como a indicação do ministro Luiz Fux ao Supremo Tribunal Federal, e a indicação por Dilma Rousseff de mais dois membros da Corte que deve ocorrer antes do julgamento, e integrantes do governo dizem que, para essas indicações, haverá a mesma preocupação com o caso.

Como há dificuldades em obter provas de todas as denúncias, os ministros consideram ser praticamente impossível condenar José Dirceu por corrupção ativa, pois com a prescrição da acusação de formação de quadrilha não haverá mais acusações contra ele.

Percebe-se ainda, claramente, diversas manobras para fortalecer membros do PT réus no processo, como José Genoino e João Paulo Cunha. Como que por provocação, o atual governo, ao que parece, escolheu a dedo onde colocar esses acusados.

José Genoíno assumiu o posto de assessor especial do ministro da defesa Nelson Jobim, justamente aquele que comanda as mesmas Forças Armadas, que no passado o prenderam, armado e em plena floresta, como membro da Guerrilha do Araguaia.

João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, e réu no processo do mensalão, foi reeleito com expressiva votação como deputado por São Paulo, e já assumiu o cargo de Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Como provocação contra tudo o que ainda resta de honesto nesse país, a escolha foi perfeita nos dois casos e, para isso, certamente obtiveram ajuda externa, de membros de fora da cúpula do partido, pois pelo que têm divulgado a imprensa, a grande maioria da cúpula pensante desse partido é mais dedicada a outras especialidades, como a concentração de poder e a corrupção, e o baixo clero restante não teria capacidade para escolher tão bem onde colocar esses membros.

Os brasileiros assistem incrédulos essas ocorrências, e, provavelmente como eu, imaginando o que ocorreria se fossem eles, simples eleitores, que tivessem sido flagrados com dólares na cueca, em operações fraudulentas em bancos, caixas dois, e todos os outros crimes dos quais esse grupo é acusado.

As acusações eram tão graves e consistentes que, à época, mesmo com todos os esforços realizados pelo então Ministro da Justiça, e renomado advogado, Márcio Thomaz Bastos, tornaram insustentável a permanência de José Dirceu, suposto chefe do grupo, na Casa Civil da Presidência da República.

Os réus no processos do "Mensalão do PT", ao invés de serem julgados e, se condenados, serem encarcerados para pagar por seus crimes, estão agregando a seu time outros cidadãos mal intencionados. São a grande maioria dos legisladores, tão ou mais culpados que eles, pois legislam de modo a permitir que crimes que também cometem, ou pretendem cometer, prescrevam sem sequer serem julgados.

Matéria enviada por João Bosco Leal - Publicada no site www.joaoboscoleal.com.br

Os verdadeiros culpados -

João Bosco Leal


Soube pela imprensa do que eu gostaria muito que fosse uma piada de mal gosto, mas não é, e na última semana do mês de Agosto prescreverá o crime de formação de quadrilha no processo, em andamento no Supremo Tribunal Federal, do chamado "Mensalão do PT".

Com isso, 22 dos 38 acusados estarão livres dessa acusação. Diz a matéria de um dos jornais de maior circulação no país, que pelo cronograma informal do relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, o processo só estaria pronto para ser colocado em pauta no segundo semestre de 2012, mas, em decorrência do período eleitoral, o julgamento ficaria para 2013.

Segundo o jornal, nos últimos meses diversas articulações vêm ocorrendo para contribuir com o esvaziamento do processo, como a indicação do ministro Luiz Fux ao Supremo Tribunal Federal, e a indicação por Dilma Rousseff de mais dois membros da Corte que deve ocorrer antes do julgamento, e integrantes do governo dizem que, para essas indicações, haverá a mesma preocupação com o caso.

Como há dificuldades em obter provas de todas as denúncias, os ministros consideram ser praticamente impossível condenar José Dirceu por corrupção ativa, pois com a prescrição da acusação de formação de quadrilha não haverá mais acusações contra ele.

Percebe-se ainda, claramente, diversas manobras para fortalecer membros do PT réus no processo, como José Genoino e João Paulo Cunha. Como que por provocação, o atual governo, ao que parece, escolheu a dedo onde colocar esses acusados.

José Genoíno assumiu o posto de assessor especial do ministro da defesa Nelson Jobim, justamente aquele que comanda as mesmas Forças Armadas, que no passado o prenderam, armado e em plena floresta, como membro da Guerrilha do Araguaia.

João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, e réu no processo do mensalão, foi reeleito com expressiva votação como deputado por São Paulo, e já assumiu o cargo de Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Como provocação contra tudo o que ainda resta de honesto nesse país, a escolha foi perfeita nos dois casos e, para isso, certamente obtiveram ajuda externa, de membros de fora da cúpula do partido, pois pelo que têm divulgado a imprensa, a grande maioria da cúpula pensante desse partido é mais dedicada a outras especialidades, como a concentração de poder e a corrupção, e o baixo clero restante não teria capacidade para escolher tão bem onde colocar esses membros.

Os brasileiros assistem incrédulos essas ocorrências, e, provavelmente como eu, imaginando o que ocorreria se fossem eles, simples eleitores, que tivessem sido flagrados com dólares na cueca, em operações fraudulentas em bancos, caixas dois, e todos os outros crimes dos quais esse grupo é acusado.

As acusações eram tão graves e consistentes que, à época, mesmo com todos os esforços realizados pelo então Ministro da Justiça, e renomado advogado, Márcio Thomaz Bastos, tornaram insustentável a permanência de José Dirceu, suposto chefe do grupo, na Casa Civil da Presidência da República.

Os réus no processos do "Mensalão do PT", ao invés de serem julgados e, se condenados, serem encarcerados para pagar por seus crimes, estão agregando a seu time outros cidadãos mal intencionados. São a grande maioria dos legisladores, tão ou mais culpados que eles, pois legislam de modo a permitir que crimes que também cometem, ou pretendem cometer, prescrevam sem sequer serem julgados.

João Bosco Leal www.joaoboscoleal.com.br