sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Nota de Esclarecimento: atuação da Polícia Federal no Brasil

12/08/2011 - 18:31

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal vem a público esclarecer que, após ser preso, qualquer criminoso tem como primeira providência tentar desqualificar o trabalho policial. Quando ele não pode fazê-lo pessoalmente, seus amigos ou padrinhos assumem a tarefa em seu lugar.


A entidade lamenta que no Brasil, a corrupção tenha atingido níveis inimagináveis; altos executivos do governo, quando não são presos por ordem judicial, são demitidos por envolvimento em falcatruas.


Milhões de reais – dinheiro pertencente ao povo- são desviados diariamente por aproveitadores travestidos de autoridades. E quando esses indivíduos são presos, por ordem judicial, os padrinhos vêm a publico e se dizem “ estarrecidos com a violência da operação da Polícia Federal”. Isto é apenas o início de uma estratégia usada por essas pessoas com o objetivo de desqualificar a correta atuação da polícia. Quando se prende um político ou alguém por ele protegido, é como mexer num vespeiro.


A providência logo adotada visa desviar o foco das investigações e investir contra o trabalho policial. Em tempos recentes, esse método deu tão certo que todo um trabalho investigatório foi anulado. Agora, a tática volta ao cenário.


Há de chegar o dia em que a história será contada em seus precisos tempos.


De repente, o uso de algemas em criminosos passa a ser um delito muito maior que o desvio de milhões de reais dos cofres públicos.


A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal colocará todo o seu empenho para esclarecer o povo brasileiro o que realmente se pretende com tais acusações ao trabalho policial e o que está por trás de toda essa tentativa de desqualificação da atuação da Polícia Federal.


A decisão sobre se um preso deve ser conduzido algemado ou não é tomada pelo policial que o prende e não por quem desfruta do conforto e das mordomias dos gabinetes climatizados de Brasília.


É uma pena que aqueles que se dizem “estarrecidos” com a “violência pelo uso de algemas” não tenham o mesmo sentimento diante dos escândalos que acontecem diariamente no país, que fazem evaporar bilhões de reais dos cofres da nação, deixando milhares de pessoas na miséria, inclusive condenando-as a morte.


No Ministério dos Transportes, toda a cúpula foi afastada. Logo em seguida, estourou o escândalo na Conab e no próprio Ministério da Agricultura. Em decorrência das investigações no Ministério do Turismo, a Justiça Federal determinou a prisão de 38 pessoas de uma só tacada.


Mas a preocupação oficial é com o uso de algemas. Em todos os países do mundo, a doutrina policial ensina que todo preso deve ser conduzido algemado, porque a algema é um instrumento de proteção ao preso e ao policial que o prende.


Quanto às provas da culpabilidade dos envolvidos, cabe esclarecer que serão apresentadas no momento oportuno ao Juiz encarregado do feito, e somente a ele e a mais ninguém. Não cabe à Polícia exibir provas pela imprensa.


A ADPF aproveita para reproduzir o que disse o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos: “a Polícia Federal é republicana e não pertence ao governo nem a partidos políticos”.


Brasília, 12 de agosto de 2011

Bolivar Steinmetz

Vice-presidente, no exercício da presidência

Fonte: Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal – Clique aqui para conferir

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Quando descobrem uma carniça os urubus brigam entre si


Luiz Carlos Nogueira

nogueirablog@gmail.com

Pensando bem, comparar os urubus com os políticos é uma afirmação contraditória, porque essa ave faz limpeza e eu nunca as vi brigando por um naco da coisa em decomposição. Aliás, ao contrário da maioria dos políticos, há que se observar que essa ave não se contamina com os miasmas que se encontram nos ambientes putrefeitos. O mau político, corrupto, mau-caráter, bandido e dotado de outros adjetivos dessa linha, acaba envolvendo os outros menos avisados, nas suas tramas maléficas.

Mal o País acabou de eleger a sua presidenta, os cobiçosos já estão assanhados para disputar as eleições que ainda vão acontecer em 2014. O pior é que as notícias de corrupções praticadas por políticos, não cessam. Casos antigos e mais escandalosos, dos envolvidos em práticas ilícitas com o dinheiro público, sequer foram julgados (p. ex. turma do mensalão), o que faz com que os “picaretas” fiquem mansos e confiantes na impunidade.

Essas atitudes me lembram do que disse o personagem principal de O Vendedor de Sonhos – O Chamado (livro do médico psiquiatra Augusto Cury (São Paulo: Editora Academia de Inteligência, 2008): [...] Cuidado, o sistema dá, mas tira, em especial a nossa humanidade. “[...] O povo mais culto da terra, o que mais havia conquistado prêmios Nobel no começo do século XX, entronizou Hitler num período de crise social. Os tempos de crise são tempos de mutação para o bem ou para o mal. Chamando-nos a atenção contra os riscos do poder, o mestre comentou: — a maioria das pessoas está despreparada para assumir o poder. O poder faz despertar fantasmas que estão escondidos debaixo do manto da humildade: o fantasma do autoritarismo, de controle, de chantagem, da necessidade de aplausos. — E que nos ensinou: — O poder nas mãos de um sábio o torna um aprendiz, nas mãos de um estulto o torna um ditador. Se um dia tiverem muito poder, que fantasmas sairão do calabouço do seu inconsciente? [...]

Agora deram para reclamar que a presidenta Dilma (não votei nela, mas está certa e deve ser apoiada) está tomando medidas enérgicas, para descartar os envolvidos em roubalheiras. Como dizem os gaúchos: mais isto é uma barbaridade tchê!! Ninguém mais fica corado de vergonha? Pois é, somente os psicopatas dormem tranqüilos, porque não se importam com nenhuma ética e nenhuma moral. Não se importam se dos seus procedimentos egoístas vão resultar as misérias sociais. Há neles um sentimento de irresponsabilidade. Mas como também está dito no livro do médico psiquiatra citado: “[...]Sociologicamente falando, os irresponsáveis são mais felizes do que os responsáveis. O problema é que os irresponsáveis dependem dos responsáveis para serem carregados.”

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Algemas só em bandidos. Mas quem não é?

15 de agosto de 2011

Por João Bosco Leal

Os mais diversos meios de comunicação brasileiros nos últimos dias têm se dedicado quase que a um único assunto: a reação da presidente Dilma diante da veiculação de notícias de corrupção em seu governo.


Escaldada pela péssima reação pública quando de sua demora em demitir os acusados Erenice Guerra e Antonio Palocci, Dilma passou a demitir com mais agilidade os envolvidos em denúncias de corrupção como ocorrido no Ministério dos Transportes, comandado pelo PR.


As denúncias posteriores recaíram sobre irregularidades no Ministério da Agricultura, comandado pelo PMDB, maior partido da base de sustentação de seu governo e do qual fazem parte o Presidente do Senado, José Sarney, e o Vice-Presidente da República, Michel Temer.


A Polícia Federal prendeu mais de trinta pessoas ligadas direta ou indiretamente ao Ministério do Turismo, também comandado pelo PMDB e a reclamação dos líderes desse partido foi contra o uso de algemas nessas prisões.


A pressão foi tão grande que no dia seguinte não ocorreram votações no Congresso Nacional, com sua pauta totalmente trancada pelo assunto “algemas”.


Poderia concordar com os protestos caso os deputados e senadores estivessem reclamando pelo fato de serem pessoas acusadas e ainda não condenadas, e o fizessem sempre, com a mesma intensidade, quando a polícia civil de todos os estados brasileiros fizesse o mesmo uso, em homens e mulheres, jovens e idosos, indiscriminadamente, acusados de roubarem nos supermercados e também ainda não condenados.


Pelo comportamento desses parlamentares, fica claro que os mesmos só se revoltam quando as algemas são colocadas em pessoas acusadas de roubar bastante, milhões ou bilhões, dos cofres públicos, o que não teria tanta importância, pois nos últimos dois governos isso virou algo trivial.


As algemas, por esse raciocínio, só poderiam ser colocadas nos infelizes acusados de terem roubado um cobrador de ônibus, um caixa de um supermercado da periferia, ou mesmo um carro, pois os acusados desses crimes são e devem ser tratados como bandidos, apesar do valor insignificante de seus roubos.


Para os que só aparecem nos escândalos de bilhões, superfaturamentos de cifras inimagináveis para milhões de brasileiros, o tratamento deve ser diferente, sem algemas, sem exposição pela imprensa e uma cela individual, com um bom colchão, televisão, frigobar e internet à sua disposição, onde aguardarão horas ou no máximo dias para que obtenham um habeas corpus e possam responder o processo em liberdade.


Ora, senhores parlamentares, bandido é bandido, ladrão é ladrão e criminoso é criminoso, independentemente do tamanho de seu delito, e se a polícia algema milhões de pequenos infratores, deve sim algemar os grandes, até porque estavam sendo investigados e com os telefones grampeados com ordem judicial. E a polícia só prendeu quando as provas eram bastante consistentes. Nesse caso, se a polícia pode expor os pequenos, deve também expor os maiores.


Como nunca votei no PT, sinto-me à vontade para dizer que a Presidente Dilma Rousseff possui em suas mãos uma oportunidade única de receber o apoio da imensa maioria dos brasileiros, não de políticos nem de empreiteiros, mas de contribuintes e eleitores como eu, se resolver enfrentar essas verdadeiras quadrilhas instaladas em praticamente todos os níveis de todos os Poderes Constituídos da República e realmente realizar uma faxina moral no país.


Se parlamentares pressionarem muito, por perderem as galinhas dos ovos de ouro de seus assaltos, conclame a população, Presidente Dilma, pois, para extirpar de vez a corrupção no país, apoio certamente não lhe faltará.


Clique aqui para conferir no site do autor, esta matéria recebida por e.mail

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Aliados já dizem que Dilma “não aguenta até o fim do governo”

A maior crítica que se faz até hoje ao ex-presidente Lula diz respeito ao fato de que ele passava a mão na cabeça de membros do governo envolvidos em escândalos. Era um comportamento que tranquilizava os aliados, mas gerava indignação em diversos setores da sociedade. Na gestão Dilma Rousseff as coisas são, pelo menos parcialmente, diferentes, como mostrou a recente onda de demissões que afetou o Ministério dos Transportes. É um comportamento que, se não faz a popularidade de Dilma subir, aplaca os ânimos dos mais indignados. Para os aliados, no entanto, é uma tragédia, que pode ficar ainda maior depois das prisões de terça-feira no Ministério do Turismo.


Isso se dá pois, como mostram alguns dos aliados do governo em depoimento ao jornal O Globo, há uma dicotomia entre o que é interessante para a sociedade e o que é interessante para eles. Os últimos não querem que as denúncias provoquem uma limpeza ainda maior no governo. Eles chamam o trio formado por Dilma e as ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil) de “meninas superpoderosas” e não mais se acanham em dizer que “Dilma não aguenta até o fim do governo”.


Na reunião de Ideli com a bancada do PMDB, o líder Renan Calheiros [AL] fez um alerta direito, segundo um dos presentes: “A bancada está coesa com a presidenta. Entretanto, é preciso que ela preste mais atenção à relação com a base para evitar uma ruptura, que isso vire uma bola de neve. (…) Em almoço no apartamento do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), os líderes aliados deixaram claro ao líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), a insatisfação. “As três meninas superpoderosas ficam fazendo a faxina, e é bonito para a sociedade. Mas não entendem que não podem liquidar com o espectro político nacional em troca de ficar bem com a sociedade”, disse um dos líderes.


A impressão que se tem diante de tais declarações é que Dilma é refém de um sistema podre por dentro, que os aliados, PT e PMDB entre eles, querem enquadrar a presidente que ensaiou a intolerância à corrupção. Nas palavras do colunista Josias de Souza, da Folha (para assinantes), Dilma “é mera inquilina de um Planalto terceirizado, sob consentimento do sistema”, um sistema que ele chama de “presidencialismo cleptocrata” por funcionar, desde o fim da ditadura, na base da troca de favores por governabilidade.


O que ainda não é possível saber é se Dilma está mesmo disposta a bater de frente com esse modelo e se está pronta para as consequências. Para o colunista, ela não está:


Improvisada na política, dona de perfil técnico, Dilma faz cara de nojo. Embora pareça sincero, o asco da presidente converte-se rapidamente em pantomima. Por razões diversas, Fernando Collor também torcera o nariz para o sistema. Quis monopolizar o resultado dos malfeitos para si e para seu grupo. Foi derrubado. (…) Ela [Dilma] talvez preferisse chamar a cleptocracia criada pelos antecessores de herança maldita. A conveniência e a passagem pelo governo Lula a impedem de fazê-lo.


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

José Antonio Lima


Fonte: Site da Revista Época. Coluna “O Filtro” – clique aqui para conferir



4 Comentários para “Aliados já dizem que Dilma “não aguenta até o fim do governo””

  1. Daniel Soares:

    É uma pena vermos que o nosso país é refém desse sistema em detrimento a “governabilidade”. Lamentável.

  2. jotaele:

    Não parece a “Revolta dos Corruptos”? Mexer na corrupção não pode. Acho que os corruptos do congresso que não aguentam até o fim do mandato. Fora corruptos, de que partido for.

  3. William reis:

    Torso pela escolha certa q ela o fará. E como esta virando moda nos países árabes .. Voto a farvo de um movimento pra apoiar ela a destruir esse sistema.vamos sair pelas ruas e mostra nossa indgnaçao contra essa doença maligna q se alojo em nosso pais. Nos fazendo pagar mais e mais impostos pra sustentar corruptos políticos a se esbaldar em nosso dinheiro…

  4. Luiz Carlos Nogueira:

    Insetos não gostam de limpeza. A alegria das baratas, dos grilos, dos escorpiões, enfim de todas as pragas é a SUJEIRA. Alguns tem ferrões mortíferos e podem picar quem está usando a vassoura.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Veja quantas faltas teve o seu deputado federal

Apesar de a assiduidade parlamentar no plenário da Câmara ainda estar aquém do que desejam os eleitores, a ausência de deputados em sessões deliberativas caiu neste ano. Veja a lista completa da assiduidade no primeiro semestre


por Renata Camargo e Fábio Góis

01/08/2011 07:00
Assiduidade, Manchetes anteriores, Notícias, Reportagens especiais







Embora ainda esteja aquém do desejado, a presença dos deputados em plenário no primeiro semestre melhorou com relação a períodos anteriores


Apesar de a assiduidade parlamentar no plenário da Câmara ainda estar aquém do que desejam os eleitores, a ausência de deputados em sessões deliberativas caiu no primeiro semestre deste ano se comparado ao mesmo período em anos anteriores. Levantamento exclusivo feito pelo Congresso em Foco revela que os deputados que exerceram mandato nos primeiros meses desta legislatura faltaram, ao todo, 3.762 vezes em dias de sessões destinadas à votação de projetos de lei, medidas provisórias, propostas de emenda à Constituição e outras matérias legislativas.


De acordo com os dados obtidos pelo site, os deputados estiveram ausentes em 13,4% dos dias de sessões plenárias. Ao todo, exerceram mandato no primeiro semestre do ano 572 deputados. De fevereiro a meados de julho, ocorreram 55 dias de sessões deliberativas ordinárias e extraordinárias. Nesse período, 198 deputados faltaram sem justificativa 460 vezes. E, em relação às ausências com justificativas – por missão autorizada, motivos de saúde, obrigações partidárias e outras explicações regimentais –, ao todo, 492 parlamentares se ausentaram 3.302 vezes.


Comparado a anos da legislatura anterior, a assiduidade no plenário nesse primeiro semestre de 2011 foi maior. De acordo com levantamentos do site, no primeiro semestre de 2008, as ausências dos deputados somaram 4.924, enquanto no mesmo período em 2009 se ausentaram 4.892 vezes. No primeiro semestre de 2010, ano recorde em termos de ausência em sessões deliberativas, os parlamentares que exerciam mandato na época faltaram 7.567 vezes.


Confira a lista de assiduidade dos deputados no primeiro semestre de 2011


Tudo sobre assiduidade no Congresso Nacional


Fonte: Site “Congresso em Foco” – Clique aqui para conferir