quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
PARA VOCÊ SABER: As injunções da Sra. Ayoubi - Por Gregorio Vivanco...
PARA VOCÊ SABER: As injunções da Sra. Ayoubi - Por Gregorio Vivanco...: 14-12-2015 As injunções da Sra. Ayoubi A ONU promoveu exame das políticas de proteção à cria...
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Distorções Sociais - Por João Bosco Leal*
Na internet encontrei um texto de Bill Cosby, "Tenho 74 anos e estou cansado",
onde o mesmo descreve diversos desvios comportamentais que estão sendo
assumidos pelas pessoas das gerações posteriores à dele, mas que as
consequências são suportadas por todos.
No
texto ele conta que nada herdou e que trabalhou duro desde 17 anos de
idade para poder chegar onde estava, para agora ter de ouvir que tinha
de distribuir suas riquezas com as pessoas, que não possuem sua ética de
trabalho. Que estava cansado de o governo ficar com seu dinheiro e
entregá-lo de formas variadas a pessoas que tiveram preguiça de
trabalhar como ele.
E
de ver a violência contra as mulheres praticada pelos seguidores do
Islã em seus países, como a mutilação de sua genital ou sua morte por
adultério, além do assassinato de judeus e cristãos, simplesmente por
não serem crentes em Alá e, mesmo assim, insistirem em declarações de
que essa é a religião da paz.
Lembra
que foi educado para ter tolerância com outras culturas, mas não
entende a permissão da construção de mesquitas e escolas madrassas
islâmicas - que só pregam o ódio-, em diversos países do mundo, se
nenhum deles pode construir uma igreja, templo, sinagoga ou escola
religiosa em países árabes, para pregar o amor e a tolerância.
Bill
fala sobre aquecimento global, os tóxico dependentes, fumantes e
alcoólatras que fizeram sozinhos a opção por seu estilo de vida, consumo
ou vício, sem serem obrigados a nada, mas de alguma forma acabam
prejudicando toda a sociedade.
Que
essas pessoas são incapazes de assumir a responsabilidade por suas
escolhas e atitudes, e normalmente ainda culpam o governo de
discriminação por seus problemas, como os tatuados e cheios de
piercings, que por essas suas escolhas tornaram-se menos empregáveis e
reivindicam dinheiro do governo, dos impostos, pagos por quem trabalha e
produz.
Penso
que, em nosso país, também estamos todos cansados de continuarmos
pagando a quantidade de impostos que pagamos e, em troca, não termos
educação, saúde, transporte e infraestrutura, sequer próximos do que
deveriam ser.
De
assistirmos, diariamente, notícias de números estratosféricos que foram
roubados de empresas estatais, com a participação direta dos principais
membros dos Poderes Executivo e Legislativo do país, além de algumas
denúncias ainda não comprovadas, sobre alguns altos membros do Poder
Judiciário.
A situação é tão grave que, além de se envergonharem, os brasileiros com seu jeito escrachado postam nas
redes sociais, diariamente, pronunciamentos ridículos, totalmente
descontextualizados, realizados pela nossa presidente da república
dentro do Brasil e em diversos países do mundo. São frases tão
atrapalhadas, que dão a impressão de terem sido ditas por uma pessoa
bêbada ou drogada.
Por
outro lado, percebe-se uma clara felicidade estampada no rosto e também
nas conversas e no ânimo das pessoas, quando, sistematicamente, se
anunciam prisões de alguns desses ladrões. E a torcida para que estas
continuem e cheguem aos chefes das quadrilhas e de suas famílias é cada
vez maior.
É
inacreditável, para o brasileiro ou para qualquer pessoa que tenha um
mínimo de raciocínio lógico, perceber pessoas que dez anos atrás
ganhavam um salário mínimo e atualmente são acusadas de serem donas de
empresas enormes, algumas multinacionais, morarem em apartamentos
luxuosíssimos, voarem em jatos particulares e serem contratadas por
milhões, para dar assessorias sobre assuntos que sequer entendem.
Apesar
da perda incalculável que estes criminosos causaram ao país, a prisão
de todos e a exigência de restituição dos valores roubados e depositados
no exterior é o único caminho possível para restabelecer a
credibilidade na futura classe política brasileira.
*Jornalista, escritor e empresário
terça-feira, 22 de setembro de 2015
CASAMENTO DE LOBISOMEM COM MULA-SEM-CABEÇA
QUARTA-FEIRA,
21 DE OUTUBRO DE 2009
Luiz Carlos Nogueira
Não se trata de figura do nosso folclore. Isto acontece mesmo, porém em sítio que deveria ser de absoluta importância no cenário nacional, para o desenvolvimento e bem-estar do País — ou seja, na esfera dos partidos políticos, pois estamos assistindo uniões que nada tem em comum de ideologia política. A única coisa em comum é ganância pelo poder que tudo degenera e consome.
Gláucio Ary Dillon Soares, em “Alianças e coligações eleitorais: notas
para uma teoria”, publicada na Revista Brasileira de Estudos Políticos, nº 17,
de julho 1964 [Belo Horizonte], em sua análise das coligações para a Câmara
Federal, considerou que:“os partidos com bases classistas não podem coligar-se
impunemente com partidos representantes de classes sociais antagônicas”, já
que:
“tanto para atrair, quanto para manter a atração com relação a
determinada classe social, um partido tem que funcionar como representante
dessa classe. Os desvios dessa função são punidos com a perda de grande parte
do eleitorado” (p. 107).
Não há dúvidas de que existe uma perda de nitidez política-ideológica,
pois os partidos políticos nada refletem nesse campo. O que existe são
cooptações resultantes de interesses nada patrióticos e não menos egoístas.
Então que tipo de filhote nasceria da cruza de lobisomens com as
mulas-sem-cabeça? Um monstrinho ainda inominado, outra espécie de predador? Que
devora dinheiro dos cofres públicos? Que pratica toda sorte de diabruras? Que
cinicamente debocha do eleitor consciente, porque acredita no analfabetismo
político da maioria que o manterá no cargo?
Quem pensa que o Saci-Pererê, o Chupa-Cabra, a Mãe D’Água, etc, vão
gostar desses casamentos (coligações de partidos), está certo, porque todas as
figuras bizarras do nosso folclore, não querem ficar fora de cena, caso contrário
irão fazer birra. Elas fazem qualquer coisa para chamarem para si os holofotes:
vestem peças de roupas extravagantes; dançam freneticamente; fazem gestos de
lutas marciais; pegam criancinhas no colo; cantam; querem cumprimentar todos
não observando que se tratam de manequins (bonecos) de lojas; aceitam
participar de qualquer festa; comparecem em velórios até de quem não conheceram
em vida — fazem tudo para chamar a atenção, não importa o quê. Prometem fazer
chover se está seco; fazer frio se está calor ou fazer calor se estiver frio.
Afinal essas personagens têm poderes sobrenaturais, contra os quais ninguém
está conseguindo neutralizar.
Os bichos que não pertencem ao nosso folclore, mas são da nossa fauna,
como os jacarés por exemplo, para continuarem na lagoa e não terem que nadar de
costas, fazem as pazes com as piranhas. Os bichos mais sagazes montam nos
burros (estes são mal-intencionados, apesar de burros) para atravessarem os
pântanos das suas malícias. Quando os asnos querem empacar, sentam-se-lhes os
ferrões, ou então, colocam pendurados em suas frentes, feixes de capim (ofertas
generosas) que eles tentam baldadamente abocanhar.
Os que assistem aparvalhados, tais cenas, por ficarem extáticos, quando
não babam deixam derreter seus picolés. Se por outro lado estão com um saquinho
de pipocas nas mãos, esquecem-se de comê-las
Agora pensem bem. Alguém duvida de que os jacarés que conseguiram ficar
na lagoa, nadando normalmente, depois não irão comer as piranhas?
De qualquer modo, tanto se os jacarés quanto as piranhas ficassem
tomando conta da lagoa, ninguém mais arriscaria banhar-se nela.
Doravante é preciso valorizar os urubus. Os urubus alimentam-se,
principalmente, de carne de animais mortos (carniça). Porém, quando não
encontram carne de animal morto, caçam pequenos roedores, sapos e lagartos.
Portanto evitam a disseminação de doenças próprias do estado de corrupção.
Essas aves deveriam ser vistas com um grande respeito e deveriam
simbolizar a limpeza, tanto no sentido ecológico quanto no aspecto moral. E
pelo que tenho de informação, são os únicos animais que podem livrar-nos dos
cadáveres ou das carniças, sejam elas de outros animais, de seres humanos que
morreram de lepra, aids, ou de qualquer outra doença contagiosa que não os
afetam. Essas aves não se contaminam. Seus organismos são dotados de uma defesa
orgânica fantástica. Elas deveriam simbolizar os políticos incorruptíveis
(raríssimos – mas existem) e que desempenham bem seus papéis e estão sempre
querendo limpar a área onde atuam.
Melhor ainda para ilustrar este artigo, mostrando as artimanhas
políticas está no resumo de “A Revolução dos Bichos”, clássico do autor Eric
Blair, conhecido pelo pseudônimo de George Orwell:
(extraído da Wikipédia:http://pt.wikipedia.org/wiki/Animal_Farm#cite_note-2),
em cujo livro, o autor narra a história dos animais do galinheiro Solar, que
eram oprimidos de forma totalitária por seu proprietário. Unidos, os bichos
passam a planejar uma espécie de revolução. O sofrimento de anos somado a
idéias libertárias, conduzem os rebeldes até a vitória. Mais tarde, com o poder
devidamente tomado pelos animais, é hora de trabalhar.
Os líderes _ dois porcos _ mostram possuírem divergências ideológicas.
Um deles, justamente o mais truculento, expulsa o companheiro e vence o
imbróglio. A partir de então, a revolução é lastimavelmente deturpada, os
bichos aos poucos voltam a viver penosamente e sob um autoritarismo repulsivo.
Uma das frases do livro exemplifica bem o lema da desvirtuação do movimento
iniciado com as melhores intenções, “todos os animais são iguais, mas alguns
animais são mais iguais do que os outros”.
Com a deposição do maldoso humano, os porcos passam a administrar a
fazenda, compondo uma casta privilegiada. No fim, a magnífica fábula denuncia,
“já não era possível distinguir quem era homem e quem era porco”.
Sentindo chegar sua hora, Major, um velho porco, reúne os animais da
fazenda para compartilhar de um sonho: serem governados por eles próprios, os
animais, sem a submissão e exploração do homem. Ensinou-lhes uma antiga canção,
Animais da Inglaterra (Beasts of England), que resume a filosofia do Animalismo,
exaltando a igualdade entre eles e os tempos prósperos que estavam por vir,
deixando os demais animais extasiados com as possibilidades.
O velho Major faleceu três dias depois, tomando a frente os astutos e
jovens porcos Bola-de-Neve e Napoleão. Após clandestinas reuniões para traçar
as estratégias, Sr. Jones, então proprietário da fazenda, se descuidou na
alimentação dos animais, mal sabendo que este seria o estopim para aqueles
bichos. Deu-se a Revolução.
Sob o comando dos inteligentes e letrados porcos, os animais passaram a
chamar a Quinta Manor de Quinta dos Animais / Granja ou Fazenda
dos Bichos, e aprenderam os Sete Mandamentos, que, a princípio,
ganhava a seguinte forma:
1.Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.
3. Nenhum animal usará roupas.
4. Nenhum animal dormirá em cama.
5. Nenhum animal beberá álcool.
6. Nenhum animal matará outro animal.
7. Todos os animais são iguais.
Para os animais menos inteligentes, os porcos resumiram os mandamentos apenas na máxima "Quatro pernas bom, duas pernas ruim" que passou a ser repetido constantemente pelas ovelhas. Após a primeira invasão dos humanos, na tentativa frustrada de retomar a fazenda, Bola-de-Neve luta bravamente, dedica todo o seu tempo ao aprimoramento da fazenda e da qualidade de vida de todos, mas, mesmo assim, Napoleão o expulsa do território, alegando sérias acusações contra o antigo companheiro. Acusações estas que se prolongam por toda história, mesmo após o desaparecimento de Bola-de-Neve, na tentativa de encobrir algo ou mesmo ter alguma explicação para os animais para catástrofes, criando-se um mito em torno do porco que, a partir daí, é considerado um traidor.
Napoleão se apossa da idéia de Bola-de-Neve de construir um moinho de vento para a geração de energia, mesmo havendo feito duras críticas à imaginação do companheiro, e inicia a sua construção. Algum tempo depois, os porcos começam a negociar com os agricultores da região, recusando a existência de uma resolução de não contactar com os humanos, apontando essa idéia como mais uma invenção de Bola-de-Neve. Os porcos passam ainda a viver na antiga casa de Sr. Jones e começam a modificar os mandamentos que estavam na porta do celeiro:
4. Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.
5. Nenhum animal beberá álcool em excesso.
6. Nenhum animal matará outro animal sem motivo.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais que outros.
O hino da Revolução é banido, já que a sociedade ideal descrita, segundo Napoleão já teria sido atingida sob o seu comando. Napoleão é declarado líder por unanimidade. As condições de trabalho se degradam, os animais recebem novo ataque humano e já não se lembram se na época em que estavam submissos ao Sr. Jones era mesmo pior, mas se lembravam da liberdade proclamada, e eram sempre lembrados por sábios discursos suínos, principalmente os proferidos por Garganta, um porco com especial capacidade persuasiva. Napoleão, os outros porcos e os agricultores da vizinhança celebram, em conjunto, a produtividade da Quinta (no Brasil, o vocábulo "Quinta" é o mesmo que "Granja") dos Animais. Os outros animais trabalham arduamente em troca de míseras rações. O que se assiste é um arremedo grotesco da sociedade humana.
O slogan das ovelhas fora modificado ligeiramente, “Quatro pernas bom, duas pernas melhor!”, pois agora os porcos andavam sobre as duas patas traseiras. No final, os animais, ao olhar para dentro de casa, já não conseguem distinguir os porcos dos homens.
Por conseguinte, pergunto: que respeito merece os políticos fichas-sujas, de índole do tipo Lobisomem, Mula-Sem-Cabeça, Saci-Pererê, Chupa-Cabra, e do tipo Mãe D’Água que produzem encantamento com os seus cantos de espertos, para os quais os fins justificam os meios? E as Instituições das quais fazem parte, como é que ficam? Desmoralizadas?
Os eleitores que sabem pensar, não acreditam nesses farsantes.
Esse tipo de gente acha que não vai manchar sua biografia, porém os internautas sabem que tudo está registrado na rede mundial de computadores (World Wide Web). Não tem mais jeito de apagar as sujeiras — ninguém mais vai posar de anjo, se na verdade for o diabo.
Apesar de tudo, tenho a esperança que o povo brasileiro acorde já nas próximas eleições em 2010, votando em candidatos de mãos limpas. É preciso dar um basta na ditadura dos Partidos e dos políticos envoltos nas embalagens criadas pelo marketing. Tenho a esperança de que haveremos de não ter mais que pagar pelas farras dos sem princípios éticos.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
CARTA AO POVO BRASILEIRO
O que é que dá para pensar honestamente sobre
quem escreve um coisa e faz outra? A reflexão é por sua conta.
“Carta ao povo brasileiro”:
– O Brasil quer mudar. Mudar para crescer,
incluir, pacificar. Nosso povo constata com pesar e indignação que a corrupção
continua alta e, principalmente, a crise social e a insegurança tornaram-se
assustadoras. O país não pode insistir nesse caminho. O povo brasileiro quer
mudar para valer. Quer trilhar o caminho da reforma tributária, que desonere a
produção. Da reforma agrária que assegure a paz no campo. Da redução de nossas
carências energéticas e de nosso deficit habitacional. Da
reforma previdenciária. O novo modelo não poderá ser produto de decisões
unilaterais do governo. Acredito que o atual governo colocou o país novamente
em um impasse. A estabilidade, o controle das contas públicas e da inflação são
hoje um patrimônio de todos os brasileiros. Não são um bem exclusivo do atual
governo. Vamos ordenar as contas públicas e mantê-las sob controle.
Luiz Inácio Lula da Silva, 22 de junho de 2002.
Nota: Esta publicação
está na Coluna da Ruth de Aquino – Revista Época, que pode ser acessada através
deste link:http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ruth-de-aquino/noticia/2014/06/viva-o-bpovo-brasileirob.html
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
DEMOCRACIA À BRASILEIRA – UMA “ESCULHAMBOCRACIA”
Luiz Carlos Nogueira
Inicialmente colhemos na Wikipédia, a definição de Democracia (A democracia adotada em nosso País é a representativa): “Democracia é um regime político em que todos os cidadãos elegíveis participam igualmente — diretamente ou através de representantes eleitos — na proposta, no desenvolvimento e na criação de leis, exercendo o poder da governação através do sufrágio universal. Ela abrange as condições sociais, econômicas e culturais que permitem o exercício livre e igual da autodeterminação política. O termo origina-se do grego antigo δημοκρατία (dēmokratía ou "governo do povo"),1 que foi criado a partir δῆμος (demos ou "povo") e κράτος (kratos ou "poder") no século V a.C.”[...]
A democracia direta, no sentido mesmo da palavra, implica necessariamente que o indivíduo possa participar, ele mesmo, nas criações das leis que lhes digam respeito, nesse caso — não pode haver intermediários (representantes eleitos), mas, no entanto, a democracia direta é impraticável, porque se torna materialmente impossível que todos decidam sobre tudo, considerando a complexidade do mundo moderno a exigir pleno domínio do conhecimento de tudo (politização e educação integral do Homem), para poder formalizar leis adequadas, exequíveis e praticáveis.
Jean-Jacques Rousseau, ao contrário afirmava que “a soberania não pode ser representada [...] o povo inglês acredita ser livre mas se engana redondamente; só o é durante a eleição dos membros do parlamento; uma vez eleitos estes, ele volta a ser escravo, não é mais nada” (1) . Dizia ele, ainda, que “uma verdadeira democracia jamais existiu nem existirá”. Não há como (segundo se interpreta de Rousseau) eliminar o luxo e a cupidez humanas, se sorte que se “corrompe ao mesmo tempo o rico e o pobre, o primeiro com a posse e o segundo com a cupidez” (2)
Estamos assim, numa via de mão dupla. Primeiro, na democracia representativa as deliberações que são de interesse da coletividade inteira, não são tomadas diretamente pelos cidadãos, mas pelos que foram eleitos para cumprirem essa finalidade. E aí está o “nó górdio”, pois os representantes depois de eleitos tem o múnus de legislar considerando os interesses gerais, porém não são responsáveis diretamente perante os seus eleitores que não têm como revogar seus mandatos, já que segundo Max Weber: “Há duas maneiras de fazer política (3). Ou se vive ‘para’ a política ou se vive ‘da’ política” . Assim tornam-se políticos de profissão, portanto, inclinados a se constituírem numa categoria à parte, não imunes às ofertas de quem está no poder, fazendo suas vontades, vislumbrando as benesses e propinas, para se manterem igualmente no poder ao lado do mais forte.
Segundo, na Democracia Direta ou Participativa de tônica Rousseauniana, é impossível o Estado governar ininterruptamente mediante a convocação do povo. Estamos assistindo os debates atualmente, na tentativa desesperada do governo se manter no poder, como um montador de cavalo chucro que procura se manter no seu lombo, pela imposição do famigerado Decreto nº 8.243, da Presidência da República, editado em 23/05/14 e interpretado num editorial do Estadão de “um conjunto de barbaridades jurídicas”, além de ter sido considerado pelo Jornalista Reinaldo Azevedo como “a instalação da ditadura petista por decreto”.
A gênese desse decreto certamente foi o medo lulla-dilmesco que havia do PT ser derrotado nas eleições em 2014, porque se isso ocorresse, seria por meio desse instrumento que esse Partido haveria de garantir a permanência dentro das estruturas do Estado, inserindo-se nas organizações e movimentos sociais a ele atrelados, consolidando dessa maneira, o domínio socialista frutificado ao longo de uma trajetória.
Sim, porque o PT desde que galgou o poder, procurou ampliá-lo com a criação e o fortalecimento de seus aparelhos de conquista e manutenção da hegemonia social, quais sejam: as ONGs, os movimentos sociais e todas as formas coletivas que viessem ser formadas, e que agora o malfadado decreto permite legiferar, sem o devido preparo (intelectual, político, sociológico e espiritual), sujeitando-se ao dirigismo
É como disse Saulo de Tarso Manriquez em sua matéria publicada no Blog Ordem de Liberdade (link acessado dia 26/11/2014, às 15h 11m de MS - http://ordemeliberdadebrasil.blogspot.com.br/2014/08/reflexoes-sobre-o-decreto-82432014.html), que haverá por conta desse decreto: “a corrosão da democracia representativa e o enfraquecimento do Congresso. O Decreto nº 8.243 tende, reitere-se, a forjar uma identificação entre a sociedade civil e os movimentos sociais, coletivos e ONGs. O corolário dessa identificação artificial será a ressignificação das noções de representação política e de legitimidade democrática. Quando os movimentos sociais, os coletivos e as ONGs participarem das decisões do governo federal, propalar-se-á a ficção de que quem está participando é a própria sociedade civil. E mais: sugerir-se-á que a sociedade fora representada.
O Decreto nº 8.243 prepara o terreno para o fim da legitimação democrática delineada na Constituição de 1988, a qual só se dá pelas vias eleitorais que definem os representantes e pelas vias plebiscitária e referendária (acessórias e sujeitas a uma série de limitações constitucionais) nas quais toda a população de um município, de um Estado-membro ou de toda a nação, é chamada a se manifestar sobre algum assunto. A representação e a legitimidade democrática serão divididas entre os movimentos sociais, os coletivos, as ONGs e o Congresso.”
Na verdade o Decreto em questão, se não for derrubado, transformará o nosso regime político numa verdadeira “ESCULHAMBOCRACIA” que é muito própria dos regimes comunistas.
O DECRETO 8.243/2014 É INCONSTITUCIONAL E AMEAÇA DEMOCRACIA - IVES GANDRA MARTINS
1 Rousseau,Jean-Jacques. Contratto sociale, III, 15 (Ed.bras.). Do Contrato Social ou Princípios do Direito Político. Tradução de Lourdes Santos Machado. São Paulo. Abril, “Os Pensadores”, 1973. Trad. Bras, São Paulo, Abril, “Os Pensadores”.)
2 Ibid.
3 Weber, Max, “Ciência Política: Duas Vocações” (pág.64), Editora Cultrix, SP: 2004
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
O Separatismo PeTista - Por João Bosco Leal (*)
Após o segundo turno das eleições, proliferou nas redes sociais uma quantidade incontável de mensagens daqueles que foram voto vencido – entre os quais me incluo – sobre a necessidade de separar o Brasil.
Sempre que ocorre uma situação como esta, em que os votos dos nordestinos e nortistas são considerados os responsáveis pela decisão, os fiéis da balança, essa possibilidade volta a ser levantada.
Entretanto, desta vez eles não foram, sozinhos, os responsáveis. O candidato Aécio Neves perdeu em estados importantes em quantidade de eleitores, como em seu próprio estado, Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
Porém, o que causou a irritação dos eleitores de Aécio, foi que a soma dos votos da região Norte e Nordeste – onde Dilma ganhou com uma média de 70% dos votos -, é de 35% dos eleitores brasileiros, muito superior à soma dos eleitores das regiões Sul e Centro Oeste que é de 21% e onde Aécio venceu, mas com uma média de 57% dos votos e, todos sabem, o Norte e o Nordeste são as regiões onde mais cidadãos são beneficiados com os programas assistenciais do Governo Federal.
Durante sua campanha irresponsável, Dilma Rousseff espalhou pelo Brasil a notícia de que se eleito fosse, Aécio acabaria com os programas sociais “Bolsa Família” e “Minha Casa, Minha Vida” e que os“sulistas” estavam chamando os nortistas e nordestinos de dependentes das “esmolas” do governo e que eram “burros” por terem votado nela no primeiro turno. Ludibriados pelas mentiras da campanha petista – e amedrontados por serem muito dependentes desses programas -, eles votaram ainda mais em Dilma no segundo turno.
Mas de um partido em que a maioria de suas lideranças foi julgada e condenada por “corrupção” e“formação de quadrilha”, não podíamos esperar nada melhor que isso e agora, seus principais líderes, que sempre dizem “nada saber” sobre o ocorrido em seus próprios governos, incitam o ódio entre brasileiros, arriscando provocar uma situação que levará décadas para ser corrigida, esquecida.
Entretanto, pior seria que nós, das outras regiões do país, entrássemos também no jogo sujo e irresponsável desses “bandidos” que, para vencer uma eleição arriscam, inclusive, promover uma cisão entre o povo brasileiro.
Na realidade, a irresponsabilidade deste partido é tão grande que, mesmo após 12 anos no poder e tanta roubalheira já comprovada, não permitiu que nossos irmãos nortistas e nordestinos tivessem acesso à educação, à informação, à saúde e ao emprego. Ao invés disso, preferiram dar-lhes “Bolsas” e “Vales”,submetendo-os às “esmolas” do Estado.
É contra isso que precisamos lutar, pois enquanto nossos irmãos forem dependentes, e sem acesso à informação, continuarão votando em seus “líderes” José Sarney, Renan Calheiros, Fernando Collor, Severino Cavalcanti, Jader Barbalho, Edson Lobão e todos os outros “coronéis” nortistas e nordestinos que nunca lutarão por eles, mas sim por interesses próprios.
Ao invés de dividir o país, devemos uni-lo em torno de uma única causa: Fazer com que os hoje dependentes dos projetos sociais, troquem essa dependência por bons empregos, escolas e atendimento médico decente.
Os patriotas jamais pensarão em dividir o país, mas sim em exigir igualdade de oportunidades.
(*) João Bosco Leal -
jornalista, reg. MTE nº 1019/MS, escritor, articulista político, produtor rural
e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários.
Link para acessar esta matéria: http://joaoboscoleal.com.br/2014/10/31/o-separatismo-petista/
terça-feira, 28 de outubro de 2014
As eleições compradas - Por João Bosco Leal (*)
- 24 de outubro de 2014
Atualmente, o maior problema do Brasil é a corrupção. Não que ela não existisse, mas nos governos do PT ela se institucionalizou. Diariamente assistimos a divulgação de uma avalanche de denúncias de roubalheiras, superfaturamentos e verdadeiros assaltos aos cofres públicos, promovidos pela quadrilha que hoje governa o país, que instalou “companheiros”em todas as maiores empresas estatais.
No governo anterior, do mesmo PT, ocorreu a filmagem de uma entrega de dinheiro da corrupção nos Correios e, puxado o fio da meada, deu no chamado Mensalão do PT, provado, comprovado, com alguns de seus participantes julgados e condenados, mas, como de costume, de existência até hoje negada pelos líderes maiores do que hoje bem mais se parece com uma enorme quadrilha, do que com um partido político. Que inicialmente se dizia protetor da classe operária.
Gente que participou do PT desde sua fundação, agora foi condenada e presa, mas mesmo assim foram tidos como heróis pela grande maioria dos outros membros do partido que, além de não expulsá-los de seus quadros, ainda arrecadaram dinheiro para pagar as quantias a que foram condenados a indenizar o Estado.
O país sofre em todas as frentes, como na falta de estrutura rodoviária, ferroviária e fluvial para o escoamento da produção, na falta de escolas e professores, de hospitais e pronto-socorros, além de tantas outras carências sistematicamente reclamadas e divulgadas por todo o país.
Entretanto, ao invés de corrigirmos as nossas deficiências, os governos do PT preferem construir refinarias de petróleo superfaturadas por solicitação do “companheiro” Hugo Chávez, portos, aeroportos e hotéis em Cuba, a pedido dos “companheiros” Castro, entregar as refinarias de petróleo da Petrobrás na Bolívia para o “companheiro” Evo Morales e assim por diante.
Tudo isso por um projeto de poder traçado por todos eles em 1990, no Foro de São Paulo, que pretende socializar toda a América Latina. O mesmo projeto, claro, pretende perpetualizar no poder os seus líderes, como já fazem os irmãos Castro em Cuba , Evo Morales, que acaba de ser reeleito na Bolívia pela terceira vez consecutiva, pretendia fazer Hugo Chávez na Venezuela, e é o sonho de Lula e do PT.
No Brasil, para se atingir essa perpetualização os governos do PT estão está criando, entre os mais necessitados, gerações de viciados em esmolas do Estado, como o programa “Bolsa Família”, sem dar-lhes o menor estímulo de evoluir em direção ao mercado de trabalho.
Há mais de cinquenta anos Luiz Gonzaga, o grande cantor e compositor, afirmou: ”Seu doutô, o nordestino tem muita gratidão pela ajuda dos sulistas nessa sêca do sertão, mas doutô, uma esmola a um homem são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”.
Ronald Reagan disse: “Devemos medir o sucesso dos programas sociais pelo número de pessoas que deixa de recebê-lo e não pelo número de pessoas que neles são adicionadas”; e também: “O melhor programa social é um emprego”.
Para o PT, pelo contrário, o mais importante é aumentar cada vez mais os dependentes do Estado, pois isso facilita sua permanência no poder. Se não contasse com os beneficiários do Bolsa Família, das ONG’S e dos Movimentos Sociais, Dilma já teria perdido as eleições no primeiro turno.
A população precisa entender que votar em troca de algo é vender, além de seu voto, sua dignidade, seus sonhos, projetos e perspectivas de futuro.
(*) João Bosco Leal -
jornalista, reg. MTE nº 1019/MS, escritor, articulista político, produtor rural
e palestrante sobre assuntos ligados ao agronegócio e conflitos agrários.
Link para acessar esta matéria: http://joaoboscoleal.com.br/2014/10/24/as-eleicoes-compradas/
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